
O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um método contraceptivo inserido no útero por um profissional de saúde capacitado. Apesar de sua popularidade, é comum surgirem dúvidas sobre a segurança do dispositivo e possíveis riscos, especialmente após casos como o da defensora pública paraense que morreu cinco dias após a tentativa de inserção do DIU, em Boa Vista (RR). A ginecologista Iasmin Araújo, de Belém, destaca que mortes durante o procedimento são extremamente raras e que, quando realizado corretamente, o DIU é seguro. O caso da defensora está sendo investigado pela Polícia Civil.
De acordo com a especialista, o DIU é uma excelente opção de anticoncepcional por ser seguro, eficaz, de longa duração e ofertada pelo Sistema Único de Saúde. "Precisamos desmistificar os tabus e escolher de forma segura e assertiva", pontua.
Ela explica que existem dois tipos de DIU: o hormonal, também conhecido como Sistema Intrauterino com Levonorgestrel (SIULNG), que inclui modelos como o Mirena, que libera levonorgestrel, e o Kyleena, que tem uma concentração hormonal menor do que o Mirena. O outro tipo é o DIU não hormonal, mais popularmente chamado de DIU de cobre ou DIU de cobre com núcleo de prata. Ambos são inseridos pelo canal vaginal, podendo ou não utilizar analgesia. O método atua impedindo a nidação, ou seja, o processo de implantação do embrião no endométrio, que marca o início da gravidez.